Quarta-feira, Agosto 11, 2004 :::
Aquele que se exaltar será humilhado, e aquele que se humilhar será exaltado.(MT 23, 12)
Auto-estima, não só é uma armadilha como também uma falácia, um engano. Auto-estima não passa de um nome chique para orgulho. Muitas vezes ouço que fulano ou ciclano tem baixa auto-estima, por isso não consegue se realizar, ter sucesso ou atingir um objetivo qualquer. Ele tem que achar que é o máximo, que é capaz, que ele vai conseguir, mesmo que não seja verdade, e isso vai levá-lo além. Mas tudo isso é uma falácia além de profundamente anti-cristão. O problema não está na auto-estima. Quando olhamos em volta e começamos a tomar consciência do mundo começamos a condená-lo e jugá-lo, apontar os erros e construir soluções, principalmene quando se trata do espírito humano, de fazer o bem ou o mal e descobrir um sentido para a vida.
Na verdade isso tudo é facil, o difícil é submeter a nós mesmos os julgamentos que aplicamos no mundo. O problema é que na mesma velocidade que julgamos o mundo arrumamos desculpas para nossas faltas, e não vale a desculpa que não sabemos o que é certo ou errado porque sabemos sim. A auto-estima se alimenta das desculpas. Nos coloca numa relação de privilégio sobre o mundo. Muita é a diferença de quando paramos de perseguir a auto-estima, e reconhecemos, que somos limitados, fracos e com pouquíssimo a se estimar. Aí percebemos sentido do amor que não passa de caridade com quem não merece, e não uma obrigação por merecimento. Isso vale tanto para o amor humano quanto para o divino, pois só há um amor e um só Deus.
Aí nos encontramos com a humildade, e não com a falsa modéstia que segundo já disseram é o último recurso da vaidade.
Só na miséria de nossas faltas é que podemos nos abrir para a graça do amor.
::: publicado por Benjamin às 1:51 PM
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