Sábado, Junho 21, 2003 :::
Num outro blog , o Alexandrinas havia uma discussão sobre Dalai Lama, sua santidade e as opiniões do Dalai Lama sobre o marxismo. Encontrei o texto que vai logo abixo, tratando de algumas questões interessantes sobre santidade. Evidente que utilizar conceitos, pricipalmente religiosos, fora do seu contexto é muito complicado e corre-se o risco de deturpar o seu sentido. No entanto quando buscamos o seu sentido, mais do que o seu significado podemos fazer aproximações entre as realidades diferentes.
Não faz sentido nehum falar, por exemplo, em salvação no budismo, já que não existe este conceito. Não há do que ser salvo, e ainda, a busca no Budismo é pela superação do sofrimento através da superação dos desejos. mesmo assim, pode-se dizer que o estado de iluminação, ou estado de Buda buscado, é o de plena compreensão das coisas humanas. A salvação cristã já traz a idéia de libertação das dificuldades humanas e seus sofrimentos. Há portanto um entendimento a respeito do sofrimento da condição humana. São conceitos que se aproximam, mas usar um pelo outro não é possível.
Quanto a santidade, é bem característico da tradição judaico-cristã, o toxto abaixo explica como esse conceito era entendido pelos judeus. No cristianismo, não mudou muito, mas apenas passou a referir-se sempre a uma ligação estreita com o assemelhamento com Cristo e as funções por ele exercidas.
Falar em santidade, portanto, é falar em manifestação divivina. Qundo falamos da santidade de um Dalai Lama, de Gandhi, ou de qualquer outra pessoa, estamos falando da manifestação de Deus através dela. Mesmo que se dê de maniera incompleta. A grande dificuldade, não está, portanto, em como compreendemos o conceito de santidade, mas em como compreendemos Deus. Só é possível falar na santidade de um Dalai Lama, por exemplo, quando admitimos que Deus pode se manifestar através de pessoas que inspiradas pelo Espírito Santo praticam a bondade, a justiça, a verdade, e do amor. Afinal, todo bem vem do Espírito Santo. Ningúem ama se não for por Ele, nunguém é justo se não for por Ele, ninguém vive a verdade se não for poe Ele, mesmo que não saiba disso, ou não acredite, e essa manifestação de Deus é caminho para a santidade
Portanto acredito na santidade, mesmo fora da Igreja, mas não acredito que seja o caminho mais preciso.
A santidade.
A santidade é uma das noções capitais do Levítico , e de todo o Antigo Testamento . Ela tem parentesco com a noção de pureza.
Fundalmente, a santidade designa todo o mistério insondável do Deus transcendente, do Deus absolutamente diferente, incomparável, inapreensível, inefável, do Totalmente-Outro inacessível ao homem. Dizer que o Senhor é santo é, pois, não tanto dar a Deus uma qualificação moral, mas antes afirmar que ele é radicalmente dessemelhante de tudo o que o homem conhece ou imagina.
No entanto - e isto também é um elemento constitutivo da sua santidade - este Deus transcendente permite ao homem aproximar-se dele (cap. 23); este Deus incompreensível dá- se conhecer e comunica a sua vontade (cap. 19): ele faz irradiar a sua santidade e quer fazer a humanidade participar dela: "Sede santos, pois eu sou santo¿" (19,2). Ao escolher o povo de Israel, Deus o quer diferente dos demais; reserva-o para si, distinguindo-o e separando-o dos povos profanos, para que possa entrar em comunhão com o Deus santo . Esta eleição traz consigo uma exigência moral, conseqüência da santidade do povo eleito , mas que o leva a santificar-se constantemente, para permanecer nessa comunhão vital e manifestar assim aos olhos das outras nações a santidade do seu Deus .
Os homens não são os únicos a ser chamados de santos: tudo o que exprime a presença de Deus pode ser qualificado de santo :
- ;pessoas (p. ex. os sacerdotes, que penetram mais profundamente na esfera de Deus e que devem abster-se de diversas práticas legítimas, porém profanas, cap. 21¿22);
- ;tempos (p. ex. o sábado, dia do Senhor, no decurso do qual se deve renunciar às ocupações profanas, Ex 20,8-11);
- ;lugares (p. ex. o santuário , no qual não têm direito de penetrar nem os profanos nem os estrangeiros, Hb 9,7-8; At 21,28);
- ;objetos (p. ex. o óleo de unção santa, que serve aos ritos de consagração e é proibido para qualquer uso profano, Ex 30,23-33).
Em suma, a noção de santidade comporta três idéias-força: separação de tudo o que é profano, consagração para entrar em comunhão com Deus , compromisso para fazer a vontade dele.
Texto tirado da Introdução do Livro do Levítico na Tradução Ecumência da Bíblia
::: publicado por Benjamin às 5:36 AM
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Sexta-feira, Junho 20, 2003 :::
Depois de 12 horas de luta, enfim, consegui terminar a plástica do Blog. Achei que melhorou! Mas como qualquer plástica demora um poco para acostumar.
::: publicado por Benjamin às 4:05 AM
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Quarta-feira, Junho 18, 2003 :::
Para mim, ser santo significa ser eu mesmo. Portanto, o problema da santidade e da salvação é, em realidade, o problema da procura de quem sou e da descoberta do meu verdadeiro ser.
(...)
Em última análise, a única maneira de eu ser eu mesmo é identificar-me com aquele em que estão escondidas a razão e a realização de minha existência
(...)
Pois ainda que me seja possível saber algo sobre a existência e a natureza de Deus, pela luz da minha razão, não existe modo algum humano e racional pelo qual possa chegar àquele contato, àquela posse dele, que será a descoberta de quem ele em realidade é e de quem eu sou nele.
Do Livro: "Novas Sementes de Contemplação" de Thomas Merton
::: publicado por Benjamin às 3:38 AM
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Terça-feira, Junho 17, 2003 :::
Estive num lugar onde não há roubo, onde as pessoas falam devagar e com calma, e sempre falam com você sorrindo. Um lugar onde não tem telavisão e eu não senti falta, lá existem livros e pessoas que escrevem e lêem o tempo todo, lá também se canta, músicas lindas, não músicas legais e nem músicas "da hora", nem "agito", nem "bate estaca", apenas lindas. Neste lugar se produz mel e pão. Quando você precisa, tem alguém para lhe orientar nas coisas difíceis da vida. As pessoas que lá moram não são diferentes de mim e nem de ninguém que conheço, são negros, brancos e mulatos. São estrangeiros e brasileiros. Alguns são americanos. Aposto que eles têm defeitos e qualidades como qualquer um. São afetivos, porém reservados. Todos têm uma disciplina impecável. É possível passar um tempo hospedado lá, não cobram pela estadia, mas deixam livre para você contribui com o que acha justo, e sempre dá vontade de dar tudo o que se tem no bolso. A melhor coisa que se tem para fazer lá, no entanto, é ficar em silêncio e ouvir, ouvir e ouvir de novo. O silêncio lá é avassalador, diz coisas fantásticas, num discurso que vem em ondas, num discurso simples, de quem fala o óbvio, um discurso que vem por todos os lados e responde àquelas perguntas que não sabemos fazer. Quem mora lá é feliz. Vale conhecer este lugar, que tenho certeza não é único, mas que, em comum com todos esses outros, tem o motivo pelo qual existe. O lugar é este.
::: publicado por Benjamin às 2:09 AM
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Quinta-feira, Junho 12, 2003 :::
A quantidade de malucos que burla a "segurança" presidencial é impressionante! Ainda bem que todas as pessoas poderosas e mau intencionadas deste país apoiam o presidente, do contrário já teriam tido êxito num atentado político. Mas parece que só quem oferece perigo mesmo, fora a própria "cultura" do presidente e dos seus próprios companheiros de partido, são as pessoas que matam o presidente de vergonha. E vai ser uma morte lenta ...
::: publicado por Benjamin às 1:04 AM
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